O sobrenome já dá importantes pistas sobre a especialidade escolhida por Gustavo Saporiti para atuar na medicina…
texto LU ZUÊ
fotos MARCO CEZAR

Filho do gastroenterologista Luciano Saporiti – dono de uma carreira sólida e destacada na área – Gustavo até chegou a considerar alternativas como a anestesia, ortopedia e a psiquiatria, mas basta ouvi-lo falar sobre o assunto para entender que isso sequer chegou a ser um “flerte”, não passando de mera observação. “No momento de decisão, não tive dúvidas. A gastroenterologia e a endoscopia me atraíram pela versatilidade, pelo contato frequente com o paciente em consultas aprofundadas e pela flexibilidade de realizar exames. E, claro, o exemplo do meu pai e o fato de ter atuado na clínica no período de residência após concluir o curso de medicina também foram muito importantes”, acrescentou.
Clínica, no caso, é o Instituto Ilha – Medicina do Sistema Digestivo, referência em gastroenterologia e endoscopia na Capital, cujo fundador e diretor é Luciano Saporiti. E foi durante essa sua primeira passagem pelo Instituto que Gustavo conseguiu entender com muita clareza que a medicina vai muito além de um legado técnico e de saberes: ela corresponde a um legado de valores.
“Quando era criança ainda, eu via a gratidão
estampada nos pacientes de meu pai, e isso foi muito importante. Mais tarde, quando comecei a atuar aqui, percebi que aquela gratidão era reflexo da confiança
que depositavam nele e do atendimento especializado,
sim, mas sobretudo cuidadoso, humanizado e ético
que sempre foi a premissa de atuação do Instituto.
Eu queria seguir esse exemplo e
impactar positivamente a vida das pessoas”,
explica.

Desafios da profissão
Atuando agora em uma área que abrange o tratamento e acompanhamento desde doenças graves e autoimunes até condições mais brandas e sintomas sem enfermidade específica (muitas delas silenciosas e relacionadas ao estilo de vida das pessoas), Gustavo Saporiti salienta a importância de o gastroenterologista cultivar e colocar em prática a escuta serena e atenta do paciente, adquirindo subsídios para compreender seu dia a dia e hábitos. “Frequentemente, essa conversa fornece boa parte das informações necessárias para um diagnóstico e tratamento eficazes. É uma oportunidade, também, de conscientizar cada pessoa que passa pelo consultório acerca da importância de termos hábitos simples, como hidratação, atividade física e ingestão de fibras, o que contribui para o bom funcionamento intestinal e a saúde global. Tanto quanto provocar problemas, a falta desses hábitos – às vezes considerados detalhes – pode até piorar condições existentes”, ensina.
Além da prevenção a partir dos hábitos – ou mudança deles! – o gastroenterologista chama atenção para a importância das consultas rotineiras, fundamentais para identificar algumas doenças já no início.
“O câncer de intestino, por exemplo, muitas vezes
não apresenta sintomas até que esteja em estágios avançados. Por isso, a recomendação é que se faça
a colonoscopia para rastreamento a partir do 45 anos,
ou até mais cedo no caso de histórico familiar
ou existência de fatores de risco”,
alerta Saporiti.

Um novo capítulo
Graduado em Medicina aos 23 anos, Gustavo teve o privilégio de receber o diploma das mãos do pai, Luciano Saporiti, que aliás foi seu professor durante o curso.
Na sequência, cumpriu dois anos de Clínica Médica em Blumenau. Segundo ele, foi um período de muito aprendizado acerca do trato direto com o paciente. Especialidade definida, partiu para Curitiba (PR), onde cursou dois anos de especialização em Gastroenterologia (Hospital Nossa Senhora das Graças) e outros dois em Endoscopia Digestiva no Hospital Sugisawa, reconhecido como como referência na área e forte atuação em gastroenterologia e cirurgia do aparelho digestivo. Na conclusão dessa última especialização, novamente recebeu o diploma das mãos do pai. “Uma honra para mim e sei que motivo de orgulho para ele”, comenta.
Em fevereiro de 2026, após concluir as especializações, Gustavo retornou definitivamente a Florianópolis para exercer a profissão no Instituto Ilha, agregando à equipe técnica amplo conhecimento na área e compromisso com o contato humano significativo.
“O tempo fora daqui foi muito produtivo e importante,
mas estou especialmente feliz com a volta
após esse período complementar de minha formação”,
conta.
Dedicando 100% de seu tempo de trabalho ao atendimento no Instituto (onde realiza consultas e exames), Gustavo Saporiti destaca que a clínica utiliza equipamentos de ponta, que proporcionam resultados ágeis e resolutivos. Mas o médico ressalta que é necessário que essa excelência caminhe lado a lado com o atendimento humanitário, no qual o paciente é o centro de tudo.
“Sei que sou privilegiado por ter uma estrutura
diferenciada à disposição, proporcionando resultados
fiéis e rápidos, mas acolhimento, empatia e escuta ativa são valores fundamentais, e isso faz toda
a diferença na relação médico-paciente”,
acrescenta.

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