texto LU ZUÊ
fotos MARCO CEZAR
O desenvolvimento de produtos e tecnologias voltadas para a saúde está em constante e franca expansão, e as inovações vêm revolucionando a medicina em diferentes áreas, buscando sempre melhorar os cuidados com a saúde e proporcionar mais qualidade de vida para as pessoas
Exemplos disso são os modernos equipamentos recentemente importados da França e EUA pelo Instituto Ilha – Medicina do Sistema Digestivo, que agregam diferenciais a alguns exames realizados na clínica, com processos nada invasivos ou traumáticos, e garantia de agilidade e precisão nos resultados. “Nosso compromisso sempre foi proporcionar aos pacientes um atendimento de excelência, que contemple ao mesmo tempo o que há de mais moderno e abrangente em práticas e equipamentos, e que proporcione conforto e segurança a quem busca nosso atendimento.
A aquisição desses aparelhos e sua rápida disponibilização para o uso vai exatamente ao encontro desses objetivos”, explica o médico Luciano Saporiti, gastroenterologista e diretor do Instituto Ilha.
Um desses aparelhos é o FibroScan, utilizado para a realização da Elastografia Hepática, um exame que avalia a existência de fibrose no fígado e também o acúmulo de gordura no órgão, problemas que precisam ser tratados e monitorados. O FibroScan é reconhecido mundialmente como método de referência nesse processo, não é fabricado no Brasil, e demanda treinamento específico e especializado para sua operação. O exame é absolutamente não invasivo (não são feitos cortes ou mesmo utilizadas agulhas), rápido e indolor, sem riscos ou complicações.
“É importante ressaltar que cerca de um terço da população tem gordura no fígado, e normalmente não se dá atenção a isso. O problema é que esse órgão filtra nosso sangue, e a presença e acúmulo de gordura interferem no processo, podendo levar a problemas como a fibrose, cirrose e mesmo perda da função hepática ao longo do tempo”,
explica Saporiti.

Ele destaca que em alguns lugares – especialmente nos mais desenvolvidos, como é o caso da região sul – a gordura no fígado já é a segunda causa de transplante do órgão.
Trata-se de um problema geralmente provocado pelo excesso de peso, obesidade, colesterol alto, consumo excessivo de álcool, diabetes e até mesmo alguns remédios. E um “detalhe” importante: a gordura no fígado é um problema silencioso, que não provoca dor. “Ela não dá aviso algum. E excluindo-se a Hepatite B, geralmente as doenças do fígado só levam ao câncer quando passam pelo estágio da cirrose. Já a gordura localizada pode levar ao câncer de fígado mesmo que a pessoa não tenha cirrose. Existe a gordura ali, e de um dia para o outro pode aparecer um nódulo, que é um câncer”, alerta o médico.
Uma questão destacada por Saporiti – e que demanda muita atenção – está relacionada ao emagrecimento por meio de cirurgias bariátricas ou do uso das conhecidas canetas: perder peso não necessariamente reduz o nível de gordura no fígado. Daí a necessidade de acompanhamento também nesses casos.
Com mais de 30 anos de atuação, Luciano Saporiti é enfático quando fala sobre o quanto o uso do FibroScan ampliou e incrementou as possibilidades de cuidado e monitoramento de problemas relacionados ao funcionamento do fígado.
“Lembro da minha época de residência, no início dos anos 2000, quando a única forma de se fazer uma avaliação mais detalhada do fígado era por meio da biópsia hepática, que é um exame invasivo e, apesar de ser seguro quando realizado por um profissional capacitado, pode ter complicações, como o sangramento”,
explica.
Agora, com o exame simples e rápido proporcionado pelo FibroScan, a tendência é que pessoas passem a realizar o processo com mais frequência. “Isso tem a ver com cuidado”, reforça Saporiti.

O EXAME
Embora na “dinâmica” o FibroScan seja semelhante a um ultrassom, ele não é um aparelho de ultrassom.
Recomenda-se jejum de ao menos 3 horas. Para a realização do exame, o paciente deve estar deitado na maca, com o braço direito dobrado e acomodado sob a nuca. O médico faz a marcação da localização aproximada do fígado e após aplicar um gel sobre a pele, desliza um sensor sobre as costelas O aparelho “lança” ondas sonoras e de vibração que alcançam o órgão, transmitindo para um monitor parâmetros que permitem avaliar com exatidão o quanto de gordura existe no fígado, e se a gordura está comprometendo o funcionamento eficiente do órgão.
Todo o processo dura entre 5 e 15 minutos.
O resultado é imediato, e avaliado em conjunto com exames de sangue (que apontam valores de glicemia, colesterol, triglicerídeos), permite a elaboração de um laudo completo sobre condições e funcionamento do fígado.
Simples (e rápido) assim!

Teste de hidrogênio e metano expirado
Também não invasivo e com um processo tão simples quanto o exame realizado com o uso do FibroScan, é o teste de hidrogênio e metano expirado. “Diferentemente do aparelho utilizado anteriormente – e que media unicamente a concentração de hidrogênio -, o HealthGo Air mede também a quantidade de metano, permitindo diagnósticos mais abrangentes e ao mesmo tempo mais fidedignos e precisos”, explica Luciano Saporiti.
O teste permite principalmente a detecção do supercrescimento de bactérias no intestino delgado – SIBO ou IMO. Neste caso, a avaliação dos resultados permite a identificação do tipo de bactéria que está se desenvolvendo no intestino, o que é fundamental para a prescrição de medicamentos e condução do tratamento. Mas, além disso, o teste aponta também a existência de intolerâncias alimentares, especialmente relacionadas a açucares como a lactose e a frutose, condições podem provocar estufamento, incômodo, dor, gases, constipação ou diarreia, sintomas considerados “normais” por muitas pessoas, mas que podem – e devem – ser tratados. “Essa é uma tecnologia recente no Brasil, e a grande vantagem é que um teste relativamente simples e rápido, substitui métodos antigos invasivos (endoscopia com coleta de fluido) ou menos precisos (exames de sangue). Isso corresponde a uma grande evolução nesta área e um ganho significativo para nossos pacientes”, justifica o médico.

O EXAME
Em jejum, o paciente vai assoprar um tubo, e o aparelho gera um gráfico inicial da quantidade de hidrogênio e metano. Depois disso, vai recebendo sistematicamente açúcares e, novamente soprando, de 15 em 15 minutos; cada amostra ingerida e assopro realizado geram novos gráficos que serão comparados para investigar a existência de intolerâncias. “O exame leva geralmente até duas horas e meia ou três horas, mas em alguns casos conseguimos identificar os problemas em alguns minutos e já resolver a questão. A partir dos resultados é possível elaborar tratamentos e dietas personalizadas, aliviando ou eliminando os sintomas, e garantindo qualidade vida para nossos pacientes”, conclui Luciano Saporiti.






